Set-up do Nigel Hendroff (Hillsong)


Esse guitarrista merece vários posts. Uma de minhas principais influências, com quem tive a honra de tocar uma vez, e numa segunda oportunide, abrir o show e ser roadie também. Aprendi demais com ele, e com muitos dos discos que gravou.

Posso dizer duas coisas: ele toca muito mais do que os cds levam a crer, e ele sempre, SEMPRE, tira um som animal. Mais que equipo, é um bom gosto elevado nas regulagens, e a sabedoria de tocar a parte certa na hora certa.

Aqui vai a última encarnação de sua sempre mutante pedaleira; lembrando que existem contantes – sempre um par de drives estilo TS, um clean booster, um comp, um delay analógico e dois digitais, wha, volume e alguma modulação.

*Edição: sem exagero nenhum, no dia seguinte ao ter postado aqui, o próprio Nigel divulgou uma foto da pedaleira já com algumas modificações…

De brinde, um vídeo onde ele explica dois sets (um mais complexo, outro menor e mais básico):

Aqui, dá pra ver suas Duesenbergs e seus amps, os Britain da Jackson Ampworks:

E aqui ele tocando com o Duesenberg, a pedaleira menor e um Matchless Spitfire:

Mesmo variando os amps e pedais massivamente, dá pra perceber que o timbre, no final das contas, vem dos dedos. Mas, claro, um equipo apropriado é sempre importante.

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~ por Paulo Grua em 04/06/2012.

20 Respostas to “Set-up do Nigel Hendroff (Hillsong)”

  1. Cara, algo que eu me questiono sobre tanto os guitarristas da Hillsong quanto seus MILHARES de discípulos por aí, é:
    Esse tanto de pedal realmente dá diferença no som? Porque, apesar de curtir o trampo principalmente dele e do Timon, eu sinceramente não consigo sacar o diferencial de todo este arsenal em ação.
    Belo post.
    =)

    • Cara, posso dizer que metade sim – a outra metade é tão pouco usada, que realmente, passa despercebida. Nos dvds, muito se perde; de fato, acho que a mix das guitarras na hillsong tende a deixá-las todas soando muito parecidas. Ao vivo dá pra perceber melhor o que cada pedal faz, e como é o som de cada guitarrista. No geral, acho mais importante a combinação Guitarra+Amp. Os pedais servem pra dar níveis diferentes de ganho/saturação, e proporiconar os delays rítmicos e de ambiência que eles tanto usam nesse segmento (que, convenhamos, está enchendo o saco, com tantos caras copiando a Hillsong/Delirious).
      Então, exceto os pedais de efeitos mais incomuns, que são realmente pouco usados (as modulações em especial), o resto – drives e delays – são bastante usados, mas continuamente, e sempre misturados, de forma que nenhum chama especificamente atenção mais do que outro.

  2. Cara… este set secundario dele, o menor, vc poderia me dizer o nome dos pedais que o compõem? Grato!

    • Opa! Cara, ele diz os nomes dos pedais no próprio vídeo: o afinador Boss padrão, um overdrive Joyride, da Divided By Thirteen (basicamente, um Colorsound Overdriver), um segundo overdrive Timmy, da Paul C. Audio (tenho um igual, é muito bacana), e um Boss DD-5 com tap-tempo externo.
      Abc!

  3. E ai “chara”!! Parabéns pelo post, realmente está mto bom. Tenho o dvd de quando o Hillsong tava na ceizs uns anos atras; e particularmente gosto mto dele pq da pra sacar como é o timbre dele ao vivo. Mas não vi nenhum amp no palco… ao contrário de outras apresentações que vi ao vivo do hillsong vi ele com um jakson amp/matchless… Queria saber de vc que teve um contato mais direto com Nigel qual amp ele tava usando nessa passagem por aqui e tb como funciona aquele looper timon klein (se todos os pedais ficam bypass, se aciona os bancos de delays dele no Nova da TC que ele usava na época, etc) Desculpa ai por tantas perguntas…rsrs. Abração irmão, fica paz de Jesus.

    • Fala, chará!
      Aqui no Brasil ele usou um par composto por um Fender Bassman e um Ac30C2. Os amps estão escondidos, para diminuir o volume de palco (todo o retorno deles vem dos in-ears). Uma pena, pq da primeira vez que vieram, ele tocou com uma 4×12 no palco da igreja, foi animal haha
      Qto ao looper, é como qualquer outro looper analógico – serve para acionar os pedais individualmente. Não tem presets, nem acesso Midi; apenas retira ou adiciona pedais ao sinal da guitarra.

  4. Ele é referencia para mim, tem mta maturidade musical, nao fica se exibindo apesar de uma tecnica apuradíssima, sabe o momento certo de tocar cada nota com simplicidade e autoridade de Deus!

  5. Qual pedal e esse azul na primeira foto que tem dois botoes e entram varios cabos? Para que serve?

  6. e este outro laranja em cima dele?

  7. Sabe dizer como funciona esse Screamer da Cusack sem switch ? Fica ligado sempre se não tiver o switch externo como no caso do Nigel o looper timon klein ? Ou liga e desliga de outra maneira ?

    • Fala, Douglas, blz?
      Ele fica ligado o tempo todo – sem um looper como o do Nigel, não teria como desligar.
      Em tempo, o set do cara mudou de novo hehe
      Ele voltou a usar tudo num rack, com gavetas pros pedais, a la Bradshaw, e fica apenas com um controlador no chão.

      • Eu percebi isso por uma foto no instagram dele … cada vez mais difícil descrever o setup dele assim rsrs, mas sou fã daquele cara.

  8. Muito bom cara…sou muito fã do nigel…falando nisso…cara..vc sabe fazer o efeito que ele usa na musica I surrender?

    • Será que vc verá essa resposta? Fiquei um século sem acessar o blog hehe
      Nao faço ideia, pq já não sou muito ligado no material da Hillsong de uns tempos pra cá. Mas eu chutaria reverb sem nem ouvir a faixa hehe

  9. E ai mano, beleza?
    Sei que esse post já tem um bom tempo mas como música sempre se renova não é mesmo.! rs
    Gostaria de saber sua opinião sobre as guitarras aqui no Brasil que chegam perto ou “quase lá” das guitarras que o guitarrista de hillsong usa.
    Poderia me dar uma ideia de qual guitarra ou modelo de guitarra seria melhor pra esse seguimento de música estilo britânico assim?
    desde já mano, te agradeço!

    • Fala, cara… aparentemente a galera voltou a acessar o blog… que eu abandenei faz anos haha
      Mas, vamos lá: você acha boa parte das guitarras que eles usam lá aqui no Brasil – Fender/Gretsch/Duesenberg. As Duesenberg nunca vi em loja, só de gente que traz de fora (e viva comprar on-line). Acho que são beeem caras. As Gretsch topo de linha tb são caras, mas menos que as Duesenbergs. Sou fã da marca, mas isso é outro papo. As Fenders são de fácil acesso, e tem de todos os preços. E eu acho que uma boa Tele (e “boa” não significa “cara”) dá conta do recado. As semi da Epiphone tb dão um caldo – apesar de aí sugerir fortemente uma troca de captadore pra se chegar “lá”. Enfim, mantendo a questão de um custo menor, eu iria numa Tele mexicana, ou num Epiphone Cassino com troca de captadores (podem ser os GFS, bons e baratos).
      Agora, minha grande dica, e filosofia pessoal: compre usado. Requer paciência e garimpo, mas compensa. Exceto se vc for parcelar em 24x (e eu não aconselharia ninguém a se endividar por equipamento de guitarra), as chances de conseguir um bom negócio comprando de algum amigo, professor, músico, etc. é bem maior.

  10. o nome e medelo da guitarra azul dele! alguem sabe?

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