Jeff Beck – com Les Paul


Elogiar, comentar ou citar Geoffery Arnold Beck é, no mínimo, clichê. O cara é o guitar hero dos guitar heroes. Outros tocam mais rápido, mais limpo, frases mais complexas, mas poucos tem o que o cara tem. Aquele “q” a mais, que muitas vezes demora para identificarmos, e ainda mais para articularmos; só sabemos que está lá. Seja lá o que for, Jeff Beck, mesmo vindo de um vocabulário rock’n’roll tradicional, bebendo do blues e do rockabilly, desenvolveu uma linguagem super original, genuína, mas raras vezes hermética. Seu domínio sobre os recursos básicos da guitarra, como slide, bends, feedback, alavanca, além dos controles de volume, seletor de captador e pedais de efeito, é impressionante. Porém, soa simples e acessível, ocultando ao ouvinte ocasional, uma perícia única, além de sua visão pioneira na aplicação de um léxico que, de outra maneira, seria ordinário. É um dos poucos guitarristas da explosão britânica ainda a se arriscar, jogando-se ao desconhecido, na experimentação, mesmo sob o risco de falha. Do alto de seus 64 anos, ainda emociona platéias e deixa colegas boquiabertos, seja com temas de inspiração búlgara, interpretações de Lennon/McCartney, sua sempre frutífera parceria com Tony Himas ou remixado pelo avant-garde David Torn.

Bem, antes que eu continue com a rasgação de seda imparcial – que bom que não sou jornalista, então posso fazê-lo e admitir – o intuito deste pequeno artigo é apenas apontar o leitor na direção de um período que muitos desconhecem. A mídia especializada hoje sempre cita o Beck da Strato, com imagens de Jeff empunhando sua Fender. Mas o instrumento inicial de Beck fora a Esquire, ainda nos Yardbirds e, logo depois, com o Jeff Beck Group e em sua carreira solo, ou no Beck, Boggart & Appice, a Les Paul. Eu, que comprei minha primeira guitarra inspirado na clássica Strato branca da capa de Wired, resolvi juntar alguns clipes de Beck fazendo arte com uma Gibson. Seguem, então, alguns exemplos do Jeff Beck pré-strato, pré-truquezinhos-de-alavanca.

Ah, e claro, uma fotinho da Les Paul Oxblood, cor incomum que se consagrou na mão do baixinho invocado.

Enjoy.

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~ por Paulo Grua em 02/02/2010.

2 Respostas to “Jeff Beck – com Les Paul”

  1. Jeff é um gênio!

    E essa Les Paul é meu sonho de consumo , ou pelo menos uma com essa ponte…

    Ah , se quiser uma dica de mais alguém para o “guitarristas que você deveria…” , indico Izzy Stradlin , que todos conhecem do Guns And Roses , mas que tem uma carreira solo country-blues-rock muito boa!

  2. E olha o tio Beck mandando bem no Talk Box ahhahaahahahah

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