Boss Dm-2


Sabe aquela história do primo do seu amigo que achou uma Les Paul ‘58 no sótão do avô dele? E aquele cara, que comprou de um dono de estúdio um Echoflex esquecido e empoeirado por duas Juquinhas e uma mariola? Pois é. Eu vinha andando meio frustrado em nunca ter sido personagem de uma dessas narrativas, achava uma grande injustiça.Certo dia, entro numa loja para comprar um simples plug. Enquanto esperava ser atendido, fuçava o balcão, entretido pela oferta pitoresca de pedais mofados, wha-whas com barulho de sirene e Zooms de origem duvidosa. É quando meu coração dá uma leve acelerada, milissegundos antes de meus olhos avistarem algo: um Boss DM-2, como novo, na caixa, e por um preço equivalente a de seus pares moribundos; não precisa contar o resto da história, né? Depois faço um review do brinquedinho.

Sabe aquela história do primo do seu amigo que achou uma Les Paul ‘58 no sótão do avô dele? E aquele cara, que comprou de um dono de estúdio um Echoplex esquecido e empoeirado por duas Juquinhas e uma mariola? Pois é.
Há dois anos atrás, eu vinha andando meio frustrado em nunca ter sido personagem de uma dessas narrativas, uma grande injustiça.
Certo dia, entro numa loja para comprar um simples plug. Enquanto esperava ser atendido, fuçava o balcão, entretido pela oferta pitoresca de pedais mofados, wha-whas com barulho de sirene e Zooms de origem duvidosa. É quando meu coração dá uma leve acelerada, milissegundos antes de meus olhos avistarem algo: um Boss DM-2, como novo, na caixa, e por um preço equivalente a de seus pares moribundos; não precisa contar o resto da história, né?

O Boss DM-2, vendido entre junho de 1981 e abril de 1984, é um dos pedais mais procurados e aclamados por fãs de ecos e afins, juntamente com o Electro-Harmonix Memory Man, e um representante da fase de ouro da Boss. Muitos dos modeladores digitais atuais, como os da Line 6 e softwares como o Amplitube, usam o som do DM-2 como referência, assim como o fazem uma miríade de pedais de delay de ‘boutique’, além dos atuais Ibanez e Maxon.

Os sons deste pedal, o primeiro delay compacto da Boss (o Dm-1, raríssimo, não era exatamente compacto), foram projetados para simular um eco de fita (sim, simulação não é uma novidade), portanto, não espere um som claríssimo e brilhante como o de um DD3 ou similar digital, nem tempos longos de atraso. Seu tempo de delay mais curto é de 30ms e vai até apenas 330, e seu timbre é bem dark. Então porque tanta gente curte o dito cujo? Simples: ele acrescenta ao timbre original da guitarra. O som fica mais redondo e doce, e as repetições dificilmente embolam com o som direto da guitarra. E, claro, o DM-2 é perfeito para efeitos psicodélicos a la Tommy Bolin, deixando o feedback (chamado aqui de “Intensity”) no máximo, e variando o tempo de delay (aqui chamado de “Repeat Rate” – que, curiosamente, funciona no sentido inverso ao tradicional-), ocasionando uma série de variações de altura da nota (pitch). E, se deixá-lo com o número de repetições no máximo e o o tempo de delay um pouco mais curto, se prepare para o pedal entrar em auto-oscilação e disparar feito uma sirene ou algum objeto voador não identificado. Mas cuidado: ao entrar em auto-oscilação, o volume pode chegar a níveis perigosos para os falantes.

O preço dessa preciosidade caiu bastante de uns tempos pra cá, graças à oferta relativamente grande de usados em Ebays da vida. Se você achar um por um bom preço e bem cuidado, funcionando, não vacile – vale a pena.

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~ por Paulo Grua em 02/02/2010.

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